ULTRA NATÉ
House
Ultra Naté nem sempre foi uma diva da Dance Music. No decorrer de 15 anos de carreira, a cantora e compositora internacionalmente aclamada acabou sendo um "camaleão" no quesito musical, e ansiou sempre por desafios no mundo artístico sem nenhuma regra. Ela obteve muita perseverança, trabalho pesado e talento com sucesso, quebrando a imagem de queridinha do Dance. Pelo seu caminho, ela conseguiu quebrar corajosamente a divisão entre Pop, R'n'B e Dance, incorporando vários meios musicais em seu repertório (incluindo House, Soul, Future Jazz, D'n'B, Rock e eletrônico Pop), no qual inclui algumas das mais contagiantes músicas de seu estilo eclético.
"Para mim, música é uma expressão de atitude, emoção e sentimento, que envolve e varia, dependendo de uma grande quantidade de elementos e como eles se traduzem...", explica Ultra Naté. "É importante para um artista, não se sentir limitado, nem proibido de ir além, dentro de um único estilo. O processo criativo é como um instinto animal, às vezes se mantém orgânico, ou então, se torna artificial. Eu tenho um gosto musical diversificado, e as influências, que vieram de muitos lugares diferentes, permaneceram. Há algumas similaridades em muitos de meus sons, que têm muitas vezes, no geral, uma linha comum de otimismo, no qual tento expressar minha vida. A diferença entre uma música e outra é mais do que o 'sentimento' na produção. Por um instante, se têm coisas interessantes em uma mão, que na outra, podem ser complicadas, pois na indústria musical o artista precisa se especializar em alguma categoria. E ao mesmo tempo você precisa ficar atualizado e atento para sustentar a carreira, então você sempre parece estar caminhando com uma corda apertada no pescoço."
Quando fez sua primeira aparição em 1989, com o hino do clube internacional "It's Over Now", ninguém pôde deduzir que ela iria se tornar uma diva. Como é um caso freqüente para um artista de Dance Music, longevidade em sua carreira não é considerada parte do plano.
"Acho que muitas pessoas se surpreenderam quando surgi, por que eu fazia um som bem diferente do que estavam acostumadas. Meu estilo de vocal e minhas composições eram muito pessoais, e não mascarados pelo produtor, como era norma. Creio que distinguia o feito até então, não internacional, e isso me deu uma segurança. Não acho que tenham pensado duas vezes, se eu ainda faria ou não, produções alguns anos mais tarde. Todos estavam apenas curtindo o momento que a indústria do Dance estava tendo. Embora agora, todos viam como a industria havia se tornado difícil - especialmente na Dance Music - eles provavelmente apreciaram que a expansão da minha carreira fortaleceu o estilo."
Na época, Ultra lançou 4 álbuns de estúdio aclamados, incluindo "Blue Notes In The Basement" (Warner Bros, 1991), "One Woman's Insanity" (Warner Bros, 1993), "Situation: Critical" (Strictly Rhythm, 1998) e "Stranger Than Fiction" (Strictly Rhythm, 2000), e numerosos clássicos de Clubs, como "Scandal", "Rejoicing", "It's Over now", "Show Me", "Joy", "New Kind of Medicine", "Found A Cure", "Divine Love", "Desire", "Breakfast For Two" e "Twisted".
Entretanto, foi sua venda milhonária de 1998, quebra do cross-over comercial, a música "Free" (feito por Naté, Mood II Swing's Lem Springsteen e John Ciafone) que introduziu a Diva da Dance Music no TOP internacional. O hino espiritual de elevação global foi ao TOP 10 de singles Pops, através da Europa (na Espanha e Itália, o single atingiu o 1º lugar dos charts nacionais). Nos EUA, "Free" foi ao topo dos charts da Billboard Club Play e Maxi-Singles Sales, antes de passar pelo TOP 40 da rádio.
"No momento em que me dei conta do sucesso de 'Free', foi na Winter Music Conference em Miami, daquele ano. Eu fui ao evento sem nenhuma previsão, nem expectativa. Apenas esperei que as pessoas gostassem do single, pois era um som muito diferente das minhas criações anteriores. Eu abandonei a Warner Bros, 4 anos antes e apenas tinham lançado o título do single no filme 'Party Girl'. No começo, sair da Warner realmente me perturbou, mas então mantive minha carreira neutra, até estar preparada para fazer um bom e novo negócio. Usei meu tempo para me empenhar no material certo para meu álbum e meu 1º single. Mood II Swing, eu e meu gerente trabalhamos como cientistas loucos para ter o resultado certo. No caso, o que a gente considerava certo, pois o resto do mundo poderia achar algo diferente. Quando as primeiras cópias do promo saíram na WMC, a resposta foi fenomenal e foi super cortejado. Nos meses seguintes, o single simplesmente foi escalando nos charts em todo lugar. As pessoas o cantavam nas ruas! Não importava quantas vezes era tocado, elas cantavam com a mesma paixão sempre! Mesmo hoje em dia, anos mais tarde, as pessoas ainda querem ouvir este som, que se tornou um clássico. Estou muito orgulhosa disto!"
Com o passar dos anos, a evolução musical de Ultra se resumiu em uma jornada super animada, emparelhando-a, com uma disposição e tanto, a aclamados produtores, colaboradores como Nelle Hooper (No Doubt, Bjork), Arthor & Bloodshy (Janet Jackson, Britney Spears), Stonebridge, Masters At Work, Basement Boys, 4 Hero, D-Influence, Lenny Kravitz, Nova Hendryx (Labelle), Robert Clivilles (C&C Music Factory), Al Mack, Gerry De Veaux (Angie Stone), Louie Balo, N'Dea Davenport, Blaze, Soulshock, Cutfather & Karlin, Brian Morgan (SWV, Jojo), Tiefschwartz, Lati Kronlund (Brooklyn Funk Essentials), The Berman Brothers (em 1998 colaboraram com o hit "If You Could Read My Mind" do filme "Stars On 54", no qual ela também participou), Headrillaz, Mood II Swing e Attica Blues.
"Trabalhar com pessoas como D-Influence, The Basement Boys, Lenny Kravitz, Nona Hendryx, N'Dea Davenport, etc., foi muito divertido e educativo. Eles são grandes talentos, compositores, produtores e artistas que admiro e adoro. Trabalhar com diversas pessoas, me abriu a mente para deixar o processo de criatividade acontecer. Você pode controlar tudo. Não seja rígido. Se divirta com isso. Expore e experimente."
A artista ressurgiu com a independente BluFire, que assume controle sobre suas próprias aspirações artísticas sem nenhuma interferência de gravadoras. De acordo com o otimismo flexível de cantora/compositora, a decisão para embarcar em uma carreira solo foi uma decisão sábia. "Eu acho que esta decisão foi uma eventualidade para mim", disse ela. "Sempre há mudanças por trás das cenas a nível criativo ou de negócios, mas não há um único catalizador. Eu apenas sinto que esta é uma progressão natural. Eu precisei de uma chance para fazer algo completamente atual e inovador. Este foi o momento para eu explorar uma disposição infinita de novas possibilidades e opções que existem para mim."
Seu primeiro lançamento, "Brass In Pocket" (1980), foi produzido por Headrillaz e ganhou remixes de Dylan Drazen, B-15 Project, Q&K Session, Charles Dockins e Redlop, com duas edições bônus "Whatchagonnadoo" (uma nova gravação produzida por Naté e Doublé Deuce), e uma versão ao vivo de seu cássico de 1989 "It's Over Now" (junto com o beatboxer Kenny Muhammed, The Human Orchestra).
Ultra recebeu a colaboração de uma impressionante lista de artistas e produtores em um passo vertiginoso. Seus lançamentos incluindo uma série de novos mixes com sua assinatura como "Free" pela Curvve Records, apresentando remixes de Jason Nevins, Junior Sanchez, Trendroid e Murk's com Oscar G.; Stonebridge feat. Ultra Naté "Freak On" - o terceiro single de Stonebridge do álbum Can't Get Enough (Hed Kandi, UK); entre outros.
"Amo trabalhar em projetos independentes, pois eles apresentam novas e diversas oportunidades, e escolhas. 'Twisted' foi um favorito da gravação 'Stranger Than Fiction', e quando eu estava prestes refazer o som para o projeto Re-Jazz, cogitei que poderia ser uma excelente interpretação da música. Estou muito feliz com o resultado deste lançamento. Durante esses anos as pessoas vem me dizendo que tenho uma energia e tanto no meu estilo de vocal, então isto é realmente gratificante, ter um som feito totalmente neste gênero. Trabalhar com o Stonebridge foi uma grande experiência. Nos tornamos amigos com o tempo, então, quando ele me pediu para compor algo para seu novo projeto de álbum no Hed Kandi, eu fui com toda vontade possível para fazê-lo. Ele me deu este som, que é um funk/disco dos anos 80, e eu amei! Isto me inspirou muito para fazer Klymaxx 'Meeting In The Ladies Room', e 'Freak On' estava pronto. Este é um som funky/pop/disco. Um ótimo som, que assemelha a algo retro, mas é atual e moderno."
Mais recentemente, Ultra colocou o título de "DJ" em sua longa lista de créditos. Ela pode ser vista semanalmente tocando nas festas "Sugar" em Baltimore.
"Eu amo tocar...", disse ela. "Eu sempre toquei gravações antigas... Costumo ver a coleção de minha mãe e tocá-las o tempo todo, mas eu nunca pensei em mim mesma, a princípio, como DJ... até agora. Não acho que as pessoas me levam a sério. Se algo soa muito artificial, elas podem perceber. Isto não é para mim. Aconteceu muito organicamente, e eu apenas recolhi algumas gravações com o passar de 2 anos, que me educou como mixar. Pareceu uma escolha divertida mixar músicas que eu queira ouvir, e instantaneamente eu estava conquistada por essa arte! Eu cresci nos clubes ouvindo os DJs, antes e durante minha carreira, então foi algo natural entrar neste meio. Eu sempre amei ver as pessoas dançando e tendo um momento divertido, e agora eu posso criar esse momento excitante, apresentando o melhor da música por aí. Foi bem diferente do que produzir, mas este ainda é um processo criativo em balanceamento com a técnica de mixar e fazer um SET para criar uma boa vibe."
Apesar de suas múltiplas personalidades, o foco e paixão essenciais de Ultra foi completada com Grime, Silk e Thunder, incluindo "Brass In Pocket", prometendo ser um soul-funk, com colaborações de Nora Jones, East West Connection, Headrillaz, 4 Hero, Fuzz Townsend (de Bentley Rhythm Ace), N'Dea Davenport, Dajae, Prince protégéé Jill Jones, Jay Williams, Good & Evils, Renee Neufville (Zhane), John Ciafone (de Mood II Swing), André Levin (de Grammy-nomiNatéd do grupo Yerba Buena) e time de produção Mothafunkas.
"Estou animada com as possibilidades que essa gravação representa. A industria mudou muito em alguns quesitos... não para a melhor... mas sempre mudam as oportunidades. Passei por provações antes e ainda estou aqui. Quando é sua hora, nada pode te parar, se você está seguindo seu sonho. O sucesso é a oportunidade de ter preparação, então eu sigo a diante."
"Estou escrevendo minha história de acordo por onde passo e com o que eu sinto. E não há nenhuma garantia, apenas possibilidades e riscos. Eu estive capaz de trabalhar com diferentes produtores e compositores, que têm me ajudado a descobrir lados diferentes de minha criatividade, tanto musical quanto poético. Eu tenho aprendido a importância de ser flexível e tentar caminhos diferentes. Então não me prendi a nenhum padrão de criatividade. É como um jogo de poker... se não arriscar, nada se ganha."
+ info: www.myspace.com/ultranatemusic